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João Pichek revela suposta compra de votos na eleição da Câmara em troca da Procuradoria e analisa projeto polêmico: “dor de cabeça”

Sem citar nomes, João Pichek respondeu seu colega de parlamento Corá

Da Redação
Como era de se esperar, a sessão ordinária da Câmara de Vereadores da “Capital do Café”, realizada na manhã desta segunda-feira, 22, foi bastante agitada, com o projeto de Lei que altera a estrutura da Procuradoria-Geral do Legislativo (leia AQUI, AQUI e AQUI).

Para defender a propositura, que vem sendo atacada por vereadores e setores políticos de Cacoal, o presidente da Câmara, João Paulo Pichek, fez discurso contundente na tribuna do parlamento.

Definindo a situação como “um projeto que deu muita dor de cabeça”, o presidente afirmou que o debate em redes sociais e nos bastidores da política local vem sendo alimentado por pessoas que agem com desinteresse em se inteirar dos fatos, lançamento mão de argumentos sem sustentação.

Em sua avaliação, mesmo tendo dado oportunidade para debaterem e conversar a respeito do assunto a fim de esclarecer dúvidas, “ tem gente que não quer participar, mas apenas criar situações de constrangimento e dúvida na população”. No caso, seria uma indireta ao vereador Valdomiro Corá, que levou o caso à tona (leia mais AQUI).

Pichek garante que a propositura vai recompor a Procuradoria da Casa, que do jeito que está é um cargo “que não serve para nada, a não ser pra que alguém receba salário ou pra se fazer barganha política”.

Contudo, ele fez uma revelação: há rumores que o cargo de procurador comissionado da Câmara estaria sendo negociado para compra de votos na eleição do próximo presidente da Casa para o biênio 2023/2024.

Pichek afirma que a moralização da Procuradoria do Poder Legislativo, através da correção proposta pelo projeto é uma necessidade urgente, e que vai resultar na economia de recursos com pagamento de pessoal. “Temos que ter respeito com o dinheiro do contribuinte, agindo com transparência e ética. Não me submeto a pressões e esta Casa não pode fazer o mesmo”, desabafou.

A polêmica prosseguiu ao longo da sessão, que durou mais de três horas, o que sugere que o desfecho deste episódio ainda está distante.

Extra de Rondônia

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