COVID-19: Senador Confúcio Moura cobra prazo para vacinação dos professores

O questionamento foi feito pelo senador e presidente da Comissão Temporária da Covid-19 Confúcio Moura à coordenadora do Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde Francieli Fantinato, durante a Audiência remota realizada nesta sexta-feira (28) para tratar sobre vários temas relacionados ao enfrentamento a pandemia com profissionais da área e representantes da pasta.

De acordo a coordenadora, a previsão era de que os trabalhadores da educação recebessem a dose assim que forem finalizadas as vacinações dos Grupos com Comorbidades, Gestantes e Puérperas, e Portadores de Deficiências Permanentes, entretanto, como houveram relatos de vários municípios dando conta que a demanda era reduzida, a aplicação poderá ser feita paralelamente, o que deve ocorrer na maioria das cidades brasileiras a partir desta primeira semana de junho.

A decisão, conforme esclareceu Francieli Fantinato, foi tomada após uma reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) composta por representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).

Na Audiência, dando continuidade a resposta ao senador Confúcio Moura, a coordenadora explicou que a vacinação dos educadores deve ser iniciada a partir do Ensino Básico, e por último o superior, conforme orienta a Nota Técnica 717 já disponível aos municípios e diretrizes para os grupos dentro da educação.

“O primeiro grande objetivo do plano era complicação e óbito, mas como a gente vê que agora este processo está andando, e na próxima semana provavelmente já conclua, então neste momento paralelamente abriremos para a educação”, reforçou.

Conforme a representante do Ministério da Saúde, a Nota Técnica também conta com a atualização dos Grupos Vulneráveis e abre outro paralelo, que permite a vacinação da população geral de 18 a 59 anos por ordem decrescente de idade.

Segundo Francieli Fartinato, atualmente o Brasil ministra as doses contra a Covid 19 com três vacinas diferentes: a Coronavac, que pode ser aplicada com intervalo de 28 dias entre primeira e segunda dose; a Pfizer com prazo de 21 dias; e a AstraZeneca 12 semanas. “Esta uniformidade entre a Pfizer e AstraZeneca facilita a estratégia de vacinação em um país como o Brasil”, resumiu.
Temas e participações

Além da vacinação, a Audiência Pública Interativa do dia debateu sobre o uso da oxigenação extracorpórea no enfrentamento da pandemia de covid-19, inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS); serviu prestar outras informações atualizadas sobre o programa de imunização contra a covid-19; e a escassez de remédios essenciais para intubação de pacientes com Covid-19.

Assessoria de Comunicação

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