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Para ‘Resenha’, a corrupção dá uma ‘voadora’ no governo Marcos Rocha




Robson Oliveira

PORTO VELHO – O Governo de Rondônia foi surpreendido nesta manhã (terça-feira) com uma operação policial nas dependências do Departamento de Estadas e Rodagens (DER), onde apura supostos desvios por um Grupo de Trabalho interno no montante de três milhões de reais. Segundo o Gaeco, do MPE, os envolvidos teriam em tese suprimido documentos e manipulado informações para cometer delitos. É mais uma “voadora” nos cornes do governador que tem se esmerado em tentar afastar de si as eventuais mazelas que ocorram sob sua administração. Quando ocorre, por meio de mídias próprias, lamenta e promete combater malfeitos.  O Governo soltou uma nota pública garantindo que as buscas autorizadas pela justiça são relativas de condutas da administração antecessora. Então tá! 

PITO 

É bom lembrar que o governador rondoniense Marcos Rocha se elegeu com um discurso da nova política, negando a política em razão dos malfeitos e passando pito de cunho moral e ético nos adversários. Por diversas vezes utilizou suas plataformas para reafirmar tais posições.  O único deputado federal eleito em sua chapa, coronel Chisóstomo, não tem poupado adjetivos fortes contra o governador, inclusive levantando suspeitas contra todo governo. Em relação as denúncias do ex-aliado de caserna, Marcos Rocha faz ouvidos de mouco.

MAJORAÇÃO

Ontem (segunda-feira), noticiado pela revista Veja, outro problema pode afetar o Governo de Rondônia caso reste comprovado que a Secretaria de Estado da Saúde teria comprado máscara de proteção para uso pessoal a preços acima do mercado. A revista aponta que, no mercado, as máscaras custavam 2,58 reais, mais teriam sido vendidas à Sesau por R$ 15,30, uma diferença de 500%. Denuncia também que, além dos preços supostamente superfaturados, as máscaras que foram entregues em Rondônia não eram adequadas para o uso profissional. O lote continha apenas cópias feitas de pano, imprestáveis para uso nas unidades de saúde.

DESISTÊNCIA

Embora muitos correligionários tenham lamentado a decisão do deputado federal Léo Moraes de não disputar mais uma vez as eleições para a prefeitura da capital, esta coluna não se surpreendeu. Léo disputou as quatro últimas eleições consecutivas onde saiu vencedor em três e precisa dar continuidade às ações que tem abraçado como propostas. Mesmo cogitado nesta disputa, muito mais pelos que o rodeiam, ele nunca explicitou cabalmente o desejo de disputar estas eleições municipais. Diferente da de 2022 que, em reservado, sonha em voos mais altos.

CACIFE

Léo Moraes tem cacife para almejar uma disputa ao governo estadual e esta possibilidade pode ser que tenha contribuído na decisão de adiar uma disputa pela prefeitura da capital. Quem assistiu à live que fez para explicar os motivos pelos quais optou em ficar fora do pleito, percebeu, nas entrelinhas, a disposição de encarar uma disputa pelo cargo de governador. Hoje o deputado federal tem mantido relações amistosas com a administração do coronel Marcos Rocha de uma forma que não compromete um eventual projeto solo de substituir o coronel. Como diz o adágio: Léo está com um olho no padre e outro na missa.

TRAIÇÃO 

Embora ambos tenham sido eleitos pelo PSL, coronel Marcos Rocha e sargento Eyder Brasil, aliados de primeira hora, nestas eleições municipais, diferentes das estaduais, seguem em caminhos opostos.  Eyder (líder do governo na Assembleia Legislativa) se lançou candidato à sucessão de Hildon Chaves, mas foi surpreendido com a manifestação de apoio do governador Rocha à candidatura do advogado Breno Mendes.

GUERRA

Após o governador Marcos Rocha tornar público o apoio na capital à candidatura de Breno Mendes, o deputado estadual Eyder Brasil partiu para o ataque contra a candidatura de Mendes evitando, contudo, atingir por enquanto Marcos Rocha. Nas primeiras críticas, que foram altamente ácidas, avisou que é um homem forjado pra guerra e pronto para o combate. Breno Mendes, ao perceber os petardos e sua virulência, fez cara de paisagem como se nada fosse contra ele.

DISSIMULAÇÃO

Enquanto é cutucado pelo candidato do PSL, Breno Mendes segue a estratégia de criticar o atual prefeito e terá que explicar os motivos pelos quais saiu do cargo de chefe de gabinete da administração que agora é crítico. Autointitulado fiscal do povo, Breno tem se notabilizado pela campanha contra a Energisa, empresa de distribuição de energia elétrica mais repudiada pela população do estado. O problema é que, seu principal apoiador, governador Marcos Rocha, é um entusiasta do perdão de mais de um bilhão da dívida fiscal que a empresa é devedora a Rondônia. Uma relação que tende a impingir ao candidato a pecha de dissimulado quando o assunto vier à tona.

EMPULHAÇÃO

O ex-deputado Jidalias Tiziu, candidato a prefeito de Ariquemes, rifou de sua chapa majoritária a ex-candidata a vice, Carla Redano, atual presidente da Câmara Municipal e esposa do deputado estadual Alex Redano. Para justificar a degola, Tiziu alegou forças sobrenaturais próximas do criador indicando o nome de uma outra pessoa para a vaga. Ninguém de juízo normal acredita que o ex-parlamentar tenha tido um contato imediato com Deus para tratar das eleições municipais de Ariquemes. Caso a justificativa tivesse algo com abdução, até que era possível um incauto acreditar. Os mais incrédulos diriam que a defenestração da bela chefe da edilidade ariquemense da chapa está mais para tentação do tinhoso do que ato do bondoso. O resto é empulhação do ex-parlamentar.

DEBATE

As filiadas da rede globo, incluído aí TV RO, podem não promover os costumeiros debates entre os candidatos majoritários no primeiro turno. Em razão da pandemia, os protocolos da Rede Globo impedem aglomerações e a quantidade de candidatos a prefeitos exigiria uma estrutura enorme para evitar aglomeração dos candidatos, assessores e técnicos. Segundo turno, ao que parece, os debates poderão ser realizados sem os mesmos problemas. Candidato com pouco tempo de TV, sem apelo junto ao eleitor e sem estrutura nas plataformas para dar visibilidade à campanha é o mais prejudicado com a decisão.

Por: Robson Oliveira

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