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Prefeitos que queriam ‘arrancar’ dinheiro do lixo transformaram a vida no próprio lixo. Os quatro são transferidos em comboio para presídios de Porto Velho




PORTO VELHO – Com a vida transformada em lixo, depois de serem apeados do glamour de seus cargos de autoridades número um de seus municípios, já estão em duas cadeias de Porto Velho os quatro prefeitos presos na sexta-feira passada pela ‘Operação Reciclagem’ da Polícia Federal e do Ministério Público, depois de terem sido gravados recebendo propina de uma empresa do ramo de coleta de lixo. Marcito Pinto (Ji-Paraná), Glaucione Rodrigues (Cacoal), Luiz Ademir Schock, o Luizão do Trento (Rolim de Moura), Gislaine Clemente, a Lebrinha (São Francisco do Guaporé) deixaram de ser as autoridades número um de seus respectivos municípios para se transformarem em presos comuns, sendo transferidos para Porto Velho em comboio de viaturas da Secretaria de Justiça.

Ou seja, transformaram suas vidas em um lixo. Um lixo pior ainda que aqueles do qual eles queriam arrancar propina.

Um lixo moral.

A prisão pode ser o início do processo de reciclagem da vida destas pessoas. Ou não.

O ex-deputado estadual Daniel Neri, esposa da prefeita Glaucione e também preso na mesma operação e pelas mesmas acusações, também foi transferido para um presídio da capital.

Eles chegaram a Porto Velho nesta quinta-feira a noite, passaram pelo Instituto Médico Legal para exames de corpo de delito e foram encaminhados pra dois presídios distintos.

Glaucione e Lebrinha foram recolhidas ao presídio feminino e Marcito Pinto, Luizão do Trento e Daniel Neri ao centro de correição da Polícia Militar, que funciona dentro do presídio Panda.

Todos os cinco presos (os quatro prefeitos, mais o marido de Glaucione, Daniel Neri) são acusados por um empresário do ramo de coleta de lixo de condicionar o pagamento de faturas por serviços ao pagamento de propina.

Eles foram conduzidos a capital em um comboio de camburões da Secretaria de Justiça, responsável pela guarda e transporte de pçresos.

Gato escaldado de outras operações recentes na cidade de Vilhena, o empresário procurou a Polícia Federal, denunciou o esquema e se propôs a fazer operações controlada pela Polícia Federal, como gravar em vídeo o encontro com os prefeitos para pagamento das propinas.

A Justiça determinou que todos os presos na operação fossem transferidos do interior para Porto Velho para que não chegassem a interferir nas investigações.

 

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